sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pergunte para uma dawkinete:

Quando uma dawkinete começar a criticar sua religião, diga para ele citar algumas dezenas de:

- Universidades criadas e administradas por organizações ateistas,

- Instituições de caridade e/ou asilos criados e administrados por organizações ateistas,

- Hospitais criados e administrados por organizações ateístas,

Diga que quer ver o quanto o clubinho deles ajudou no desenvolvimento do Ocidente.

Dê 1 mês para ele lhe responder. Após esse prazo, chame ele de HIPÓCRITA, facínora que milita pelo fim das religiões, que fundaram, construíram e administram ainda hoje centenas de universidades, milhares de hospitais e instituições de caridade. Ao contrário de seu clubinho cientificista e intelectualóide que construiu nada pelo Ocidente.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Por que Dawkins e suas dawkinetes não acreditam em unicórnios???

Uma cosia que eu estou achando muito curiosa:

Normalmente, quando se apresenta o ajuste fino de nosso universo em prol do surgimento da vida, os céticos dizem esses valores "afinados" não representam nada em cima de um infinito de universos inobserváveis, onde, literalmente, tudo pode acontecer, inclusive esses valores matemáticos precisos para a gravidade, eletromagnetismo, expansão do universo, e dezenas de outras improbabilidades felizes que possuem justamente os valores necessários para o surgimento da vida, da vida consciente.

Pois bem, para aqueles que dizem que o multiuniverso é matematicamente comprovado, como dawkins, eu não entendo qual é a dificuldade em:

Acreditar em ETs: Ora bolas, em um infinito de universos, com certeza haverá vida além da nossa, ou seja, extraterrestres, em outros universos

Acreditar num céu e inferno bíblicos: Como o astrônomo Owen Gingerich lembrou, qualquer um que acredite em múltiplos universos não deveria ter nenhuma dificuldade de acreditar no céu e no inferno. Apenas pense neles como universos alternativos, operando fora do espaço e do tempo de acordo com leis que não funcionam no nosso universo. Até mesmo ateístas estão agora aptos a acreditar em um mundo em que não há mal ou sofrimento e onde os habitantes não envelhecem. Estes conceitos tradicionais, que foram durante longo tempo considerados inaceitáveis porque não se baseavam nas regras de nosso mundo, agora não apenas ganham credibilidade como se tornam obrigatórios para alguém que afirma existir um número infinito de universos em que todas as possibilidades quânticas são realizadas.

Acreditar em duendes, unicórnios, afinal, basta imaginar universos com uma física mais estranha, ou um planeta com uma biosfera peculiar, que permita a surgirem seres como os duendes que nós imaginamos, ou mesmo cavalos com um chifre na cabeça.

Os mesmos que apelam a um infinito de universos inobserváveis para explicar um único universo observável, e que por isso permanecem céticos perante Deus, ao aceitar isso, curiosamente ainda permanecem céticos perante unicornios cor de rosa (COM CERTEZA num inifinito de universos, existirá um universo com um animal como um cavalo, com um chifre na cabeça, e cor de rosa, talvez pq o [deus] seleção natural os deixou assim, pois as florestas daquele planeta tiveram uma tonalidade rosa), e invisível, para nós, pq esse universo, com esses unicórnios, é inobservável para nós. Não é nem questão de probabilidade, ou chance de existir unicórnios, elfos, orcs, anões. Num infinito de possibilidades, com certeza haverá casos que gerarão estes resultados, da mesma forma que as centenas de constantes físicas, num infinito de possibilidades, com certeza dariam em algum universo como o nosso.

Deve existir também um universo com um planeta semelhante à terra média de Tolkien (sim, a terra média é real, lembrem-se: num infinito de universos, tudo é possível, irá contecer), com elfos, anões, etc. Deve existir também os cenários de Dungeons&Dragons, como Forgotten Realms, Dragonlance, Ravenloft.

O que aparentemente o mestre iluminado não percebeu, é que, apelando a estes universos que desde sempre existem, ele demonstrou que, da mesma forma que é certo que surgiria um universo com as nossas características, é certo também que existirá/existe um universo que permita a, por exemplo, surgir algum ser com a característica do Monstro de Espaguete Voador, que ele comenta que é "tão impossível de ser contraprovada quanto Javé ou qualquer outra" Pois ele acabou de comprová-lo! Dado Tempo necessário todas as combinações mais bizarras, em meio à Leis naturais mais aberrantes,poderiam acontecer.Logo Dawkins deveria crer em duendes e fadas madrinhas.

Dawkins cita O jornalista Andrew Mueller e sua opinião de que acha que se comprometer com qualquer religião específica "não é mais nem menos estranho que optar por acreditar que o mundo tem a forma de um losango e que é carregado pelo cosmos nas pinças de duas enormes lagostas verdes chamadas Esmeralda e Keith". Bem, num infinito de universos, seja paralelos, ou sejam posteriores/anteriores, essa possibilidade com certeza irá se concretizar um dia uhauhaha, ou melhor, deve estar se concretizando, ou já se concretizou, e pode se concretizar de novo uauhaha

Ele ainda comenta "Um favorito dos filósofos é o unicórnio invisível, intangível e inaudível cuja existência as crianças tentam todo ano negar com provas no Camp Quest.". Ué, ele acabou de demonstrar que num inifinito de universos e possibilidades, tudo é possível e com certeza irá acontecer, e ainda ficam pedindo provas da inexistência de unicórnios invisíveis para crianças???????

Ele continua: "O fato de que bules em órbita e fadinhas do dente não podem ter sua inexistência comprovada não é considerado, por nenhuma pessoa racional, o tipo de fato que solucione um debate interessante. Ninguém se sente obrigado a comprovar a inexistência dos milhões de coisas fantásticas que uma imaginação fértil e brincalhona é capaz de sonhar. Eu me divirto com a estratégia, quando me perguntam se sou ateu, de lembrar que o autor da pergunta também é ateu no que diz respeito a Zeus, Apoio, Amon Ra, Mithra, Baal, Thor, Wotan, o Bezerro de Ouro e o Monstro de Espaguete Voador. Eu só fui um deus além."
Seguindo os infinitos de universos inobserváveis que dawkins defende (e ainda acha uma teoria científica simples!!!), pq ele:

Não acredita num universo onde bules voam orbitando planetas??? Onde luas tem forma de bules??? É improvável (como o DNA), mas num inifnito de universos, é certo que acontecerá

Não acredita em fadinhas do dente vivendo num universo inobservável perdido por ai???

Não acredita em gigantes, cujo o [deus] seleção natural deu alguns dons especiais, cujo seu habitat são o topo de monatnhas, que poderia ser considerado igual ao Zeus grego???

Não acredita que existam seres com a forma normalmente associada aos deuses das tradições politeístas, como Mithra, Baal, etc??

Então, eu perguntaria para dawkins, e para todas suas dawkinetes, que evocam um infinito de universos inobserváveis, para explicar um único universo observável (o nosso): Pq vcs acreditam nessa infinitude de universos inobserváveis, e não acreditam em duendes, unicórnios, ETs, céu, inferno, anjos, demônios, elfos, orcs, todos também inobserváveis???????????????????????????

O mantra relativista das dawkinetes

O Princípio da não contradição faz parte dos Primeiros Princípios, que são a base do conhecimento. Sem eles, nada pode ser conhecido. São 12 princípios básicos e incontestáveis, condições necessárias para qualquer pensamento racional.

O Princípio da não contradição afirma que "Existir é não existir": "E" não pode ser "I". Esse princípio também é auto evidente: Não pode ser negado sem se usar o próprio princípio na negação, o que apenas confirmaria o príncípio.

O Princípio da não contradição pode ser definido assim: A existência não pode ser inexistência, pois são opostos diretos. E opostos não podem ser iguais. Pois quem afirma que "os opostos podem ambos serem verdadeiros, não acredita que o oposto dessa afirmação é verdadeiro".

Com o Princípio da não contradição, formulado por Aristóteles (384-332 A.C.) em sua descoberta da Lógica, podemos demonstrar e refutar uma série de "mantras" relativistas e pluralistas pós-modernos, muito comuns nos dias de hoje, refutando afirmações falsas em si mesmas, que não satisfazem o próprio padrão que afirmam.

São afirmações do tipo "eu não sei escrever em português" (apesar de eu ter acabado de escrever em português), ou como o Chaves fazia, respondendo a uma batida na porta dizendo "não há ninguém em casa".

Mais exemplos:

"Não existe esse negócio de verdade"
- Isso é verdade? Logicamente, essa afirmação é verdadeira. Ou seja, o relativista apenas demonstra que "é verdade que não existe nenhuma verdade", uma afirmação contrária ao Princípio da não contradição, falsa em si mesma, e que não satisfaz o próprio padrão que afirma.

"Não existe nenhuma verdade absoluta"
- Claro que essa afirmação é uma verdade absoluta.

"Não existem absolutos"
- Você está absolutamente certo disso????

"Toda verdade é relativa"
Essa verdade é relativa????

"É verdade para você, mas não é verdade para mim"
- Essa afirmação é verdadeira apenas para você, ou para todo mundo??? Aliás, imagine um bandido falando isso para um policial!

"Eu não existo"
- Quem pergunta????
A negação de toda existência é contraditória, pois é preciso existir para negar toda existência. Quem não existe não nega nada.

Diz o "agnóstico decidido": "Não se pode saber nada com certeza"
- Bem, se não se pode saber nada com certeza, como você pode saber essa afirmação com certeza???

"Eu sou cético sobre tudo"
- Menos com relação ao ceticismo, claro.

"A verdade não pode ser conhecida"
- Então, como você conhece essa verdade????

Diz o niilista: "Não existem valores absolutos, e, no fim das contas, quaisquer valores"
- Claro que a negação de qualquer valor é incoerente, já que a própria negação envolve a crença de que há valor nessa negação. Os niilistas valorizam sua liberdade de serem niilistas.

Dizia um filósofo Kantiano: "Ninguém pode conhecer o mundo real"
- Apesar de afirmar conhecer alguma coisa sobre o mundo real: Que ele não pode ser conhecido! Que a verdade sobre o mundo real, é que não existem verdades sobre o mundo real. Claro que, se não se pode saber nada sobre o mundo real, como se sabe que o mundo real existe???

"Nada tem sentido"
- Claro que essa frase tem um sentido: Afirmar que nada tem sentido!

"Nao tem razão"
- Claro que essa frase foi formulada com uma razão.

"Nada tem propósito"
- Com que propósito se formulou essa frase???

"Ninguém deve impor suas crenças para os outros"
- Então, pq você está me impondo esta sua crença para mim???

"Não siga nenhuma regra"
- Menos esta, claro

"Questione tudo"
- Posso começar questionando por que devo questionar tudo????

"Eu não sei o que é certo, eu sei o que é errado"
- Como se consegue saber o que é moralmente errado a não ser que eu saiba o que é moralmente certo???

Diz o pluralista religioso: "Você não deve questionar as crenças religiosas de outras pessoas".
- Claro que essa é uma crença religiosa do pluralista. Ela é tão exclusiva e intolerante quanto qualquer outra crença religiosa. Por isso, os pluralistas tem uma mente tão fechada quanto qualquer outro religioso.

Ou então mantras relativistas morais muito conhecidos hoje, que podem ser resumidos assim:
"Você nunca deve dizer nunca"
"Você deve sempre evitar dizer a palavra sempre"
"Você absolutamente não deve acreditar em absolutos morais"
- Afirmações com "nunca devem" são afirmações morais absolutas. Por isso, não há maneira de evitar absolutos morais sem afirmar absolutos morais.

Diz o positivistas lógico: "Só existem 2 tipos de proposições válidas (afirmações com sentido): As que são verdadeiras por definição. E as que são empiricamente verificáveis".
- Claro que esse princípio em si mesmo não é verdadeiro por definição, nem pode ser verificado empiricamente. Então, não tem sentido. Enfim, toda essa perspectiva filosófica era falsa em si mesma (por isso que não existe mais).

Na verdade, em todos os casos, os relativistas estão absolutamente certos de que não existem absolutos. A pessoa que nega a existência de todos os valores, valoriza seu direito de negá-los. Ainda, quer que todos o valorizem como pessoa, apesar de negarem que existam valores nas pessoas.

O relativista diz que o relativismo se aplica a todo mundo, e não somente a eles. Pois isso é justamente o que NÃO deveriam dizer, se fossem realmente relativistas. Pois a verdade relativa, por exemplo, só é verdadeira para mim, e não necessariamente para outras pessoas. Então, os relativistas que imaginam que o relativismo é verdadeiro para todos é um absolutista, acreditando em uma verdade absoluta.

Uma pessoa não pode dizer: "É apenas relativamente verdadeiro que o relativismo é verdadeiro". E um relativista não pode dizer: "É verdade absoluta para todo mundo que a verdade é apenas relativamente verdadeira".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cosmo Nosso - Uma oração para as saganetes

Oração que eu criei para as saganetes, afinal, não tem graça apenas os cristãos rezarem agradecendo o Cosmo ser precisamente como é, cujo nos permite viver:

Cosmo Nosso

Cosmo nosso que És o Céu,
Santificado seja Vossa matéria.
Venha a nós a Vossa energia,
Sejam leis a Sua vontade,
Assim na terra como por todo o Cosmo.

Que cada dia seja sempre hoje.
Perdoai as nossas dúvidas,
Assim como nós perdoamos a quem os tem dito
Que o Cosmo não é tudo que "existiu, existe, ou existirá".
Não nos deixeis cair nessa tentação,
Mas livrai-nos da 2ª Lei da Termodinâmica.

Amém

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A oração dos ateus

Tempo atrás, fiz uma oração aos ateus, afinal, eles também devem agradecer a cada dia a grande improbabilidade feliz que é a nossa existência. Agradecer a quem?? A seus deuses:

Obrigado deus da improbabilidade feliz, pelo oxigênio responder por 21% da atmosfera, pois se fosse 25%, poderia haver incêndios espontâneos; se fosse de 15%, os seres humanos ficariam sufocados...

Obrigado deus da sorte pela transparência da atmosfera, pois se fosse menos transparente, não haveria radiação solar suficiente sobre a superfície da terra, se fosse mais transparente, seriamos bombardeados com muito mais radiação solar aqui embaixo...

Obrigado deus do acaso pela composição da atmosfera, com seus níveis precisos de nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono e ozônio, que me permitem viver...

Obrigado deus do caos pela interação gravitacional que a terra tem com a lua. Se essa interação fosse maior do que é atualmente, os efeitos sobre as marés dos oceanos, sobre a atmosfera e sobre o tempo de rotação seriam bastante severos. Se fosse menos, as mudanças orbitais provocariam instabilidades no clima. Em qualquer das situações, a vida na terra seria impossível...

obrigado deus da sorte pelo nivel de CO2 atual, pois se fosse mais alto, teríamos o desenvolvimento de um enorme efeito estufa (todos nós seriamos queimados). Se o nível fosse menor, as plantas não seriam canazes de manter uma fotossíntese eficiente (todos nos ficaríamos sufocados, já que teria menos oxigênio produzido pelas plantas)...

Obrigado deus da improbabilidade feliz, pelo valor da gravidade, pois se ela fosse alterada em 0,0000000000000000000000000000001%, o nosso sol não existiria e, portanto, nos também não...além de que a lua se lançaria contra a terra ou se perderia no espaço, sem contar que qualquer aumento na gravidade, as estrelas seriam bem maiores do que o nosso sol, fazendo com que o sol queimasse de forma inconstante demais para sustentar a vida...
Se esta tivesse sido ligeiramente mais fraca no momento da formação do Universo, as nuvens primitivas de hidrogênio jamais poderiam ter-se condensado para atingir o patamar crítico da fusão nuclear, e assim as estrelas jamais se teriam acendido. Se fosse mais forte, teria conduzido a um verdadeiro "disparo" de reações nucleares; e as estrelas se teriam incendiado furiosamente, para morrer rapidamente, e a vida não teria tido tempo de se desenvolver...

obrigado deus das sorte pela distância média entre as estrelas de nossa galáxia ser de 48 milhões de quilômetros, pois se fosse alterada apenas ligeiramente, as órbitas ficariam errantes, e haveria variações extremas de temperatura na terra..

obrigado deus do caos pela força centrifuga do movimento planetário equilibrar precisamente as forças gravitacionais, pois se não fosse assim nada poderia ser mantido numa órbita ao redor do sol...

obrigado deus do acaso pela taxa com que o universo se expandidiu, pois se fosse um milionésimo mais lento, a expansão teria parado, e o universo desabaria sobre si mesmo antes de qualquer estrela pudesse ser transformada. Se tivesse expandido mais rapidamente, então as galáxias não teriam sido formadas... qualquer desvio nas taxas de expansão do Universo em seu início tivessem sofrido um desvio da ordem de 10 (elevado a -40), a matéria inicial se teria dispersado no vácuo, o Universo não poderia ter dado origem às galáxias, às estrelas e à vida.

obrigado deus das improbabilidades felizes, por qualquer uma das leis da física poder ser descrita como uma função da velocidade da luz (agora definida em 299.792.458 m por segundo), e por ela ser constante, pois mesmo uma pequena variação na velocidade da luz alteraria as outras constantes e impediria a possibilidade de vida na terra...

obrigado deus da sorte pelos níveis de vapor d'água na atmosfera, pois se fossem maiores do que são agora, um efeito estufa descontrolado faria as temperaturas subirem níveis muito altos para a vida humana; se fossem menores, um efeito estufa insuficiente faria a terra ficar fria demais para a existência de vida humana...

obrigado deus das improbabilidades felizes, por colocar júpiter onde está, pois se não estivesse em sua rota atual, a terra seria bombardeada com material espacial, já que o campo gravitacional de júpiter age como um aspirador de pó cósmico, atraindo asteróides e cometas que, de outra maneira atingiriam a terra...

obrigado deus da caos pela espessura da crosta terrestre, pois se fosse maior, seria necessário transferir muito mais oxigênio para a crista para permitir a existência de vida. Se fosse mais fina, as atividades vulcânica e tectônica tornariam a vida impossível...

obrigado deus das improbabilidades felizes pela rotação da terra não durar mais que 24 horas, pois se durasse mais, as diferenças de temperatura seriam grandes demais entre a noite e o dia. Se o período de rotação fosse menos, a velocidade dos ventos atmosféricos seria grandes demais...

obrigado deus da sorte pela taxa de descarga de 23 graus do eixo da terra ser exata. Se essa inclinação se alterasse levemente, a variação da temperatura da terra seria muito extrema...

obrigado deus do caos pela atual taxa de descarga atmosférica (raios), pois se fosse maior, haveria muita destruição pelo fogo, se fosse menor, haveria pouco nitrogênio se fixando no solo...

obrigado deus do acaso pelas baixas atividades sísmicas, pois se fossem mais altas, muito mais vidas seriam perdidas; se houvessem menos, os nutrientes do piso do oceano e do leito dos rios não seriam reciclados de volta para os continentes por meio da sublevação tectônica...

obrigado deus da sorte pelo surgimento das estrelas, necessárias para a formação dos planetas, necessários para a vida, já que as chances de não surgirem eram do número 1 seguido de pelo menos mil bilhões de bilhões de zeros.

obrigado deus das improbabilidades felizes pela gravidade ser cerca de 1039 vezes mais fraca que a força eletromagnética, se a gravidade fosse 1033 vezes mais fraca, as estrelas teriam um bilhão de vezes menos massa e queimariam um milhão de vezes mais rápido...

obrigado deus do caos pela energia nuclear fraca ter 1028 vezes a força da gravidade, pois se a energia nuclear fraca fosse levemente mais baixa, todo o hidrogênio no universo se teria transformado em hélio, impossibilitando a existência de água, por exemplo...

obrigado deus do acaso pela energia nuclear forte ter o valor que tem, pois se fosse 2% maior, teria impedido a formação dos prótons, produzindo um universo sem átomos. Decrescendo seu valor em 5%, teríamos um universo sem estrelas...

obrigado deus sorte pela diferença em massa entre um próton e um nêutron ser exatamente a que é - cerca de duas vezes a massa de um elétron -, pois senão todos os nêutrons se transformariam em prótons e vice-versa. E diríamos "adeus" à química como a conhecemos, e à vida...

Obrigado deus das improbabilidades felizes pela natureza da água - tão vital para a vida, única entre as moléculas, por ser mais leve em estado sólido que em estado líquido: o gelo flutua. Se isso não acontecesse, os oceanos congelariam de baixo para cima e a Terra, agora, estaria coberta de gelo sólido. Por sua vez, essa propriedade pode ser atribuída a propriedades exclusivas do átomo de hidrogênio...

obrigado deus do caos pela síntese do carbono - o núcleo vital de todas as moléculas orgânicas - em uma escala de importância, envolve aquilo que os cientistas denominam uma 'estarrecedora' coincidência na proporção da energia forte (strong force) para o eletromagnetismo. Essa proporção permite ao Carbono 12 atingir um estado estimulado de exatidão da ordem de 7,65 MeV na temperatura típica do centro das estrelas, o que cria uma ressonância que envolve o Hélio 4, o Berilo 8 e o Carbono 12, possibilitando a ligação necessária que ocorre durante uma janela diminuta de oportunidade, que dura 10E-17 segundos..

obrigado deus do acaso pelos valores que tem as constantes cosmológicas, tais como constante de gravitação, da velocidade da luz, do zero absoluto, da constante de Planck, etc, pois, se uma só dessas constantes tivesse sido minimamente modificada, então o Universo - ao menos, tal como o conhecemos - não poderia ter aparecido, e nem eu...

obrigado deus das improbabilidades felizes pelo valor da densidade inicial do Universo, pois se essa densidade se tivesse afastado minimamente do valor crítico que era o seu desde 10 (elevado a -35) segundo após o big bang, o Universo não poderia ter-se constituído... nem nós...

obrigado deus da sorte intensidade da força nuclear que garante coesão nos núcleos atômicos, pois se aumentássemos apenas 1 %, suprimiríamos qualquer possibilidade de que os núcleos de hidrogênio permanecessem livres; eles se combinariam com outros prótons e nêutrons para formar núcleos pesados. Não existindo mais o hidrogênio, este não poderia mais combinar-se com os átomos de oxigênio para produzir água, indispensável ao nascimento da vida. Ao contrário, se diminuíssemos ligeiramente essa força nuclear, então a fusão dos núcleos de hidrogênio se tornaria impossível. Sem fusão nuclear, não haveria mais qualquer possibilidade de existirem sóis, fontes de energia, ou vida...

obrigado deus do caos pelos parâmetros da força eletromagnética, pois se a aumentássemos muito ligeiramente, reforçaríamos a ligação entre o elétron e o núcleo; as reações químicas, que resultam da transferência de elétrons para outros átomos não seriam mais possíveis, muitos elementos não poderiam formar-se, e num tal Universo as moléculas de ADN não teriam tido qualquer chance de aparecer...

Reconheço humildemente minha insignificância sobre esses números, e sei que há muitos outros ainda a que deveria agradecer.

AMÉM

A existência para os ateus

Num "passado" remoto, sem tempo, espaço, matéria, ocorre uma "flutuação" quântica sem causa, (simplesmente aconteceu - sim!, estamos falando de ciencia), e surge nosso universo.

Então começa um longo processo caótico, que resulta na nossa terra, onde, de alguma forma, surgiu a vida: Alguns imaginam um laguinho quente onde, de alguma forma, a "field inanimate" se mexeu, esperneou e saiu se reproduzindo por ai. Mas há também a hipótese do "espirro alienigna", onde algum ET deve ter passado pelo nosso planeta, e, coitado, gripado, largou uns germes para cá, que se embolaram e em milhões de anos se encontraram e de alguma forma se ordenaram precisamente para "nascerem". As duas teorias divergem, não são comprovadas, apenas parcialmente evidenciadas. Bem, mas isso não interessa, "é por que é", é assim (lembre-se do nosso materialismo filosófico a priori guri!) e ponto final, "um dia saberemos", etc...

Então, a partir dai, começa a fantastica eEvolução. Através da inegavel seleção natural + tempo + sorte + acaso (e o que mais tu queira somar). A conhecida e comprovada "do angu até tu, passando pelo zoológico".

Num disparate evolutivo, uma raça perde seu pêlo, ganha mão habil, inteligencia, consciência, e sai caminhando ereto por ai... Domina o mundo, destrói a natureza que foi tão carinhoso com ela, e acabam se digladiando sobre a existência de uma palavra "Deus", pela internet.

Ganha inteligencia para fazer as coisas mais maravilhosas e mais absurdas que se possa imaginar, inventa um conceito de certo e errado, bem e mal, bom e ruim, cujo, porém, não é objetivo, não é um Padrão Moral. É apenas questão de gosto e opinião. Eu sou bom, se comparado a um ladrão, e ele é mal, se comparado a mim. Mas o ladrão é bom, se comparado a Hitler, e assim por diante. No fundo, os muculmanos, que ensinam para suas crianças que os judeus são porcos, não estão errados, afinal, todos nós (humanos, porcos, macacos) somos irmãos, descendentes da "ameba unicelular".

E então chegam à miserável conclusão de que a vida não tem sentido, sua própria existência é pífia, inútil, todos os avanços da ciencia, da tecnologia, da sociedade, todas as realizações individuais, serão irrelevantes no resultado final (estamos apenas matando tempo vivendo, e estranhamente se recusando a se suicidar, pois o medo da morte parece maior do que o da vida), pois também ganhou inteligência para estudar a natureza, o universo, e descobrir que um dia ele proprio morrerá, o planeta que vive se tornará inabitavel, o sol tambem, e o universo marchará para a morte, e será impossivel impedir...

Ou seja: ganhamos o cérebro e a consciência apenas para "filosofarmos" e concluirmos isso aqui: uma existência vinda do nada, por nada, e para nada.

Então morreremos e viraremos pó.

Analisando profundamente a "fé dos ateus", a proposta "de mundo", existencial deles, é impossivel para mim crer em tamanha insignificancia, tamanho retrocesso.

Por isso, acreditei ainda mais em Deus depois que conheci um ateu.

Como dizia C. S. Lewis: "Tudo que não é eterno é eternamente inútil".

Por que não sou dawkinete?

A ciência nunca responderá tudo, ela é apenas parte da realidade, Como diz o matemático Roger Penrose, a ciência é incapaz de responder a perguntas sobre a natureza ou o propósito da realidade. A ciência simplesmente tenta responder à pergunta: "Como isso funciona?". Assim, a ciência não pode ser uma descrição de toda a realidade, mas apenas um aspecto da realidade.

Como disse o cosmólogo Allan Sandage:
"A ciência torna explícita a incrível ordem natural, as interconexões em vários níveis entre as leis da física e as reações químicas encontradas nos processos biológicos da vida. Por que será que os elétrons têm todos a mesma carga e a mesma massa? A ciência só pode responder questões bem específicas, do tipo ‘o que?’, ‘quando?’ e ‘como?’. O seu método de investigação, por mais poderoso que seja, não pode responder ao ‘por que?’."

Como certa vez disse John Polkinghorne, físico brilhante que foi colega por 25 anos de Hawking em cambridge:
"Se fosse perguntado a um cientista "Por que aquela água está fervendo?", ele responderia em termos de moléculas e temperaturas. Mas há uma segunda explicação: A água está fervendo por que quero tomar uma xícara de chá."

Ou, como percebeu o grande físico Erwin Schrödinger, que desenvolveu a mecânica ondulatória:
"O quadro científico do mundo a minha volta é muito deficiente. Ele me dá muitas informações factuais, põe toda nossa experiência em uma ordem magnificamente coerente, mas mantém um horrível silêncio sobre tudo o que é caro ao nosso coração, o que é realmente importante para nós. Esse quadro não me diz uma palavra sobre a sensação de vermelho ou azul, amargo e doce, sentimentos de alegria e tristeza. Não sabe nada de beleza e fealdade, de bom e de mau, de Deus e de eternidade. A ciência, às vezes, finge responder a essas perguntas, mas suas respostas, quase sempre, são tão tolas que não podemos aceitá-las seriamente. A ciência é reticente também quando se trata de uma pergunta sobre a grande Unidade da qual nós, de alguma forma, fazemos parte, à qual pertencemos. Agora, em nosso tempo, o nome mais popular para isso é Deus, com D maiúsculo. A ciência tem sido, costumeiramente, rotulada de ateísta e, depois de tudo o que já dissemos, isso não é de surpreender. Se o quadro do mundo da ciência não contém beleza, alegria, tristeza, se personalidade foi eliminada dele, por comum acordo, como poderia conter a idéia mais sublime que se apresenta à mente humana?"

Por isso, eu posso resumir minha crença em Deus, seguindo uma frase de Kant (apesar de não admirar sua filosofia ruim):

“Duas coisas me deixam maravilhado: O céu estrelado acima de mim e a Lei Moral dentro de mim”:

"O universo é racional", declarou o grande matematico Kurt Godel.

Eu não me impressiono mais tanto pelo fato de existir centenas de constantes e improbabilidades felizes que margeiam todo o início do universo, desde seu primeiro segundo, sua expansão, formação de galáxias, tamanho, idade, etc... que contribuiram decisivamente, não apenas para o surgimento da vida, mas para o surgimento, acima de tudo, da vida CONSCIENTE, capaz de entender e interpretar as mesmas leis ordenadas que permitiram sua existência, além de calcular o fio da navalha que sua própria existência se encontrou. Significa dizer que, seundo Owen Gingerich, astrônomo da Harvard, que " as leis da natureza favorecem não apenas a complexidade da vida, mas também a mente. Para colocar de forma dramática, implica que a mente está escrita nas leis da natureza de uma maneira fundamental". Um universo desde o início conspirando para surgimento de seres vivos e conscientes (como nós, seres humanos), baseados no carbono.

Parafraseando outro grande físico, Freeman Dyson,"Quanto mais examino o universo e estudo os detalhes de sua arquitetura, mais provas encontro de que o universo sabia que íamos chegar". O mais importante não é o fato de haver essas regularidades na natureza, mas sim que elas são MATEMATICAMENTE precisas, universais e interligadas. Einstein referiu-se a elas como "a razão encarnada".

"Existem equações matemáticas, que parecem meros rabiscos num papel, que nos dizem como universos inteiros se comportam.", comenta John Barrow.

Stephen Hawking: "O que causa maior impressão é a ordem. Quanto mais descobrimos sobre o universo, mais vemos que ele é governado por leis racionais."

Se aceitamos o fato de que há leis, então temos de aceitar que existe alguma coisa que impõe essa regularidade ao universo. Mas o que a impõe?

As leis da física são REAIS, não sao ilusões na mente de um macacão evoluído.

Outro grande físico e cosmólogo da atualidade, Paul Davies diz que é uma "tolice completa" supor-se que as leis da física são leis nossas, não da natureza. Os físicos não podem acreditar que a lei da gravitação de Newton seja uma criação cultural. As leis da física "realmente existem", declara ele, e o trabalho dos cientistas é DESCOBRÍ-LAS, não inventá-las.

Paul Davies chama atenção para o fato de que as leis da natureza por trás dos fenômenos não são descobertas por meio de observação direta, mas reveladas por experiência e teoria matemática. Essas leis são escritas num código cósmico que os cientistas devem decifrar a fim de que seja revelada a mensagem que, segundo ele, é "a mensagem da natureza, a mensagem de Deus — a escolha do termo é sua —, mas não nossa mensagem".

A questão principal, diz Davies, é dividida em três partes:

De onde vêm as leis da física?

Por que temos essas determinadas leis, em vez de um conjunto de outras?

Como explicamos o fato de que temos um conjunto de leis que dão vida a gases sem traços característicos, consciência ou inteligência?

Mais interessante ainda é como matéria inerte obedece a leis matemáticas???

Essas leis, segundo Davies, "parecem quase planejadas — funcionando em perfeita harmonia, como dizem alguns comentaristas — para que a vida e a consciência possam emergir". Ele conclui, dizendo que essa "natureza planejada da existência física é fantástica demais para que eu a aceite como um simples fato. Ela aponta para um significado fundamental e mais profundo da existência". Palavras como "propósito" e "planejamento", ele diz, captam ape*nas de modo imperfeito o porquê do universo. "Mas existe um porquê, disso não tenho a menor dúvida."

Eu acho que é por isso que Paul A. M. Durac, que complementou o trabalho de Heisenberg e Schrödinger com uma terceira formulação da teoria quântica, observou que:
"Deus é um matemático de altíssima categoria, que usou matemática avançada para construir o universo".

Segundo George Gilder, "Todos os sistemas físicos incompatíveis da ciência moderna repousam, em última análise, sobre a lógica matemática. Assim, a descoberta matemática mais importante do século XX fez picadinhos de todo o materialismo ateísta: a inexorável incompletude gödeliana da matemática. Tal como Kurt Godel, Alan Turing, Alonzo Church e Gregory Chaitin provaram que a lógica matemática, seja expressa em termos de algoritmos computacionais, seja em termos de equações diferenciais, se fundamenta, em última análise, em premissas externas a si mesma. Em outras palavras, a fé é importantíssima para a lógica matemática e para a lógica computacional, que são, por sua vez, esquemas conceituais abstratos de nenhuma forma redutíveis ao dogma materialista."

Parafraseando Einstein, "o mais imcomprensivel do universo é que ele é compreensível". Primeiro, por que ele é regido pela matemática, e, segundo, pq somos seres inteligentes e conscientes, atingindo a racionalidade.

Mas, pq o universo se daria ao trabalho de ser compreensível???

Qual sera que era nossa necessidade evolutiva por seleção natural para adquirimos essa estranha capacidade e teimosia de buscarmos a verdade observando o mundo, que se permite ser observado???

Que estranha relação há entre um ser consciente e inteligente capacitado para estudar e refletir em cima de um universo que pode ser entendido?

A verdade é, como lembrou o cosmólogo John Barrow, que "A seleção natural não requer a compreensão de quarks e buracos negros para nossa sobrevivência e multiplicação." (vamos falar de seleção natural enquanto esse deus que explica tudo não morre eheheheh)

Stephen Hawking: "E uma pergunta continua: por que o universo dá-se ao trabalho de existir? Se quiserem, vocês podem definir Deus como a resposta para essa pergunta."

Por que existe alguma coisa ao invés do nada?

Quem, ou o quê, que fato criativo dá fogo às equações????

Allan Sandage abandonou o ateismo pelo "simples desespero de não conseguir responder só com a razão perguntas como ‘por que existe algo ao invés de nada?". "Foi o meu trabalho que me levou à conclusão de que o mundo é muito mais complicado do que pode ser explicado pela ciência. Só através do sobrenatural consigo entender o mistério da existência"

E o que o ateísmo e o materialismo tem a dizer sobre tudo isso????

George Gilder: "Erodindo a coerência de todo o conjunto está o caráter autodestrutivo do materialismo subjacente: uma teoria que nega a significância das teorias e dos teoristas. Refutando prontamente a si mesma está a idéia de que idéias são meros epifenômenos de sistemas físicos (cérebros) que se formam a partir de processos aleatórios."

Eu adoro essa frase de C. S. lewis:
“Se meus processos mentais são determinados completamente pelo movimento dos átomos no meu cérebro, não tenho razão para supor que minhas crenças são verdadeiras [...], e portanto, não tenho razão para supor que meu cérebro é composto de átomos.

Pois é... mesmo que o materismo explicasse, provase, usando a própria ciência natural - quimica, biologia, física, a "existência "da lógica, a "existência" da verdade, essa "prova" da lógica, não a faz ser a lógica como a conhecemos, mas sim uma ILUSÂO, que nos faz pensar logicamente, nos faz nos iludirmos que existe uma verdade, que existe uma lógica.

E, conforme C. S. Lewis disse anteriormente, se a lógica, a verdade auto evidente que nos faz saber que uma coisa é certa, e outra é errada, é TUDO UMA ILUSÃO material no nosso cérebro, então não temos motivos para crer que essa ilusão é verdadeira, pq para aceitarmos essa premissa materialista precisamos pensar logicamente, e, segundo, aceitar como verdade... A asserção de Lewis foi genial, demonstrando que existe uma lógica e uma verdade não material, que se tornou perceptível a nós quando alcançamos a racionalidade.

Ainda assim, se for como alguns materislistas defendem, ninguém estaria "buscando a verdade" acreditando na evolução, em Deus, ninguém estaria certo, ateu ou teísta, nem errado, afinal, seriamos todos nós apenas seres iludidos enganados por nossos cérebros.

Se o materialismo representasse tudo, e conseguisse provar tudo, então, seguindo a lógica esta própria não existe, nem conceitos de belo/feio, certo/errado, nem o próprio método científico em si, pq tudo isso não passa de CRENÇAS que a ciência, e os cientistas, possuem. Mas vejam que incoerencia, pq, para aceitarmos as idéias materialistas, temos que primeiro, pensar logicamente, e segundo, aceitar aquilo como verdade, sem provas.

Enfim, o materialista se apropria de uma visão não materialista, que credita a verdade como auto evidente (não ilusão em nosso cérebro), para nos fazer acreditar que o materialismo é verdadeiro! Que Comédia!

Paul Davies: "A ciência baseia-se na suposição de que o universo é meticulosamente racional e lógico em todos os níveis. Os ateístas alegam que as leis da natureza existem sem nenhuma razão, e que o universo é, em última análise, absurdo. Como cientista, acho difícil aceitar isso. Tem de haver um solo firme e racional onde está enraizada a ordenada e lógica natureza do universo."

"De onde vêem as leis da física? Pergunta o ateu Victor Stenger, "vêem do nada". Uau, o nada, é capaz de criar alguma coisa

Mais engraçado ainda são CIENTISTAS que CRIAM, usando de sua INTELIGÊNCIA, CONSCIÊNCIA, máquinas, como o LHC, ou PROJETAM softwares para "simular a seleção natural" (a "evolução virtual", só assim ela pode ser observada mesmo hauauahua), onde, sempre o conceito precede o concreto, a teoria precede o experimento, (como o algoritmo precedeu o computador, ou a palavra DNA precedeu a carne), e então tagarelam que há cada vez menos espaço para um "deus das lacunas". Ridículo!

Sobre a Lei Moral dentro de mim, parafrasenado Kant, vou pegar apenas pequenos trechos do capítulo 1 de "Cristianismo Puro e Simples", de C. S. Lewis:

"[como ateu] meu argumento contra Deus é de que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha essa idéia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que tenha alguma idéia do que seja uma linha reta. Com o que eu estava comparando esse Universo quando eu o chamei de injusto??"

“No momento em que você diz que um conjunto de idéias morais pode ser melhor do que outro, na verdade você está mensurando ambos de acordo com um PADRÃO, dizendo que um eles conforma-se melhor a esse padrão do que o outro. Contudo, o padrão que mede duas coisas é, de certo modo, diferente de ambas. Você está, de fato, comparando ambos com alguma moralidade real, admitindo que existe uma coisa chamada Certo Real, independentemente daquilo que as pessoas pensam, e de que as idéias de algumas pessoas aproximam-se mais desse Certo do que e outras. Pense da seguinte maneira: Se as suas idéias morais podem ser mais verdadeiras e as doas nazistas menos verdadeiras, então deve haver alguma coisa – alguma moralidade real – para que elas sejam consideradas verdadeiras.”

"Pense em um país onde as pessoas fossem admiradas por fugirem da batalha, ou onde um homem se sentisse orgulhoso por trair todas as pessoas que tivessem sido bondosas para ele. Você também poderia tentar imaginar um país onde dois mais dois fosse igual a cinco."

Há um "moralidade universal", uma moral absoluta, que todos seguem (ateu, cristão, budista). Afinal, em nenhum lugar, em nenhuma cultura, o ódio é algo bom, e o amor, ruim...

“Mas você vai encontrar dentro de você, juntamente com esse dois impulsos [de, por exemplo, ver alguém sendo assaltado, o impulso forte de não se envolver ou o impulso fraco de ajudar] uma terceira coisa que lhe diz que deve seguir o impulso de ajudar e suprimir o impulso de correr. Esta coisa que julga entre dois instintos, que decide qual deve ser encorajado, não pode ser, em si mesma, um deles. Se fosse, também poderia dizer que uma partitura musical, que, em dado momento, diz que você deve tocar uma nota no piano, e não outra nota, é em si mesma uma das notas do piano. A Lei Moral nos diz qual melodia temos de tocar, nossos instintos são meramente as teclas.”

Essa eu acho uma das "máximas" dele...

“Os seres humanos, por toda a terra, possuem esta curiosa idéia de que devem comportar-se de certa maneira, eles realmente não podem se livrar disso. Em segundo lugar, que eles na verdade não se comportam dessa maneira. Eles conhecem a lei da natureza: Eles as descumprem. Esses dois fatos são o fundamento de todo pensamento claro sobre nós mesmos e sobre o Universo no qual vivemos.”

Einstein resumiu nossa "posição" no mundo frente à realidade que observamos:
"Não sou ateísta, e não acho que posso me chamar de panteísta. Estamos na situação de uma criança que entra em uma enorme biblioteca cheia de livros escritos em muitas línguas. A criança sabe que alguém escrevera aqueles livros, mas não sabe como. Não entende os idiomas nos quais eles foram escritos. Suspeita vagamente que os livros estão arranjados em uma or*dem misteriosa, que ela não compreende. Isso, me parece, é a atitude dos seres humanos, até dos mais inteligentes, em relação a Deus. Vemos o universo maravilhosamente arranjado e obedecendo a certas leis, mas compreendemos essas leis apenas vagamente. Nossa mente limitada capta a força misteriosa que move as constelações.

Interessante é o motivo que fez Antony Flew, um dos maiores ateus do século XX, a abandonar o ateismo e se convencer do Divino, no Deus de Aristóteles, como ele mesmo escreve em seu último livro:

"Quanto a minha nova posição a respeito dos clássicos debates filosóficos sobre Deus, o que mais me persuadiu foi o argumento do filósofo inglês David Conway a favor da existência de Deus em seu livro The Recovery of Wisdom: From Here to Antiquity in Quest of Sophia. Conway, além de respeitado filósofo da Middlesex University, sente-se perfeitamente à vontade, tanto no estudo da filosofia clássica, como da moderna.
O Deus cuja existência é defendida por Conway e também por mim é o Deus de Aristóteles. Conway escreve:

Em resumo, Aristóteles atribuiu, ao Ser que ele considerava a explicação do mundo e de sua ampla forma, os seguintes atributos: imutabilidade, imaterialidade, onipotência, onisciência, unicidade ou indivisibilidade, perfeita bondade e auto-existência. Há uma impressionante correlação entre essas características e aquelas tradicionalmente atribuídas a Deus na tradição judaico-cristã. Isso justifica totalmente o fato de vermos Aristóteles como alguém que tinha em mente o mesmo Ser Divino, a causa do mundo que é objeto de adoração nessas duas religiões.

De acordo com Conway, então, o Deus das religiões monoteístas tem os mesmos atributos do Deus de Aristóteles.

Devo salientar que tenho descoberto o Divino de modo puramente natural, sem recorrer a quaisquer fenômenos sobrenaturais. Tem sido o exercício do que, tradicionalmente, é chamado de teologia natural. Não tem nenhuma ligação com qualquer uma das religiões estabelecidas. Eu também não alego ter tido qualquer experiência pessoal a respeito de Deus nem do que pode ser descrito como sobrenatural ou miraculoso. Resumindo, minha descoberta do Divino tem sido uma peregrinação da razão, não da fé."