Como disse o cosmólogo Allan Sandage:
"A ciência torna explícita a incrível ordem natural, as interconexões em vários níveis entre as leis da física e as reações químicas encontradas nos processos biológicos da vida. Por que será que os elétrons têm todos a mesma carga e a mesma massa? A ciência só pode responder questões bem específicas, do tipo ‘o que?’, ‘quando?’ e ‘como?’. O seu método de investigação, por mais poderoso que seja, não pode responder ao ‘por que?’."
Como certa vez disse John Polkinghorne, físico brilhante que foi colega por 25 anos de Hawking em cambridge:
"Se fosse perguntado a um cientista "Por que aquela água está fervendo?", ele responderia em termos de moléculas e temperaturas. Mas há uma segunda explicação: A água está fervendo por que quero tomar uma xícara de chá."
Ou, como percebeu o grande físico Erwin Schrödinger, que desenvolveu a mecânica ondulatória:
"O quadro científico do mundo a minha volta é muito deficiente. Ele me dá muitas informações factuais, põe toda nossa experiência em uma ordem magnificamente coerente, mas mantém um horrível silêncio sobre tudo o que é caro ao nosso coração, o que é realmente importante para nós. Esse quadro não me diz uma palavra sobre a sensação de vermelho ou azul, amargo e doce, sentimentos de alegria e tristeza. Não sabe nada de beleza e fealdade, de bom e de mau, de Deus e de eternidade. A ciência, às vezes, finge responder a essas perguntas, mas suas respostas, quase sempre, são tão tolas que não podemos aceitá-las seriamente. A ciência é reticente também quando se trata de uma pergunta sobre a grande Unidade da qual nós, de alguma forma, fazemos parte, à qual pertencemos. Agora, em nosso tempo, o nome mais popular para isso é Deus, com D maiúsculo. A ciência tem sido, costumeiramente, rotulada de ateísta e, depois de tudo o que já dissemos, isso não é de surpreender. Se o quadro do mundo da ciência não contém beleza, alegria, tristeza, se personalidade foi eliminada dele, por comum acordo, como poderia conter a idéia mais sublime que se apresenta à mente humana?"
Por isso, eu posso resumir minha crença em Deus, seguindo uma frase de Kant (apesar de não admirar sua filosofia ruim):
“Duas coisas me deixam maravilhado: O céu estrelado acima de mim e a Lei Moral dentro de mim”:
"O universo é racional", declarou o grande matematico Kurt Godel.
Eu não me impressiono mais tanto pelo fato de existir centenas de constantes e improbabilidades felizes que margeiam todo o início do universo, desde seu primeiro segundo, sua expansão, formação de galáxias, tamanho, idade, etc... que contribuiram decisivamente, não apenas para o surgimento da vida, mas para o surgimento, acima de tudo, da vida CONSCIENTE, capaz de entender e interpretar as mesmas leis ordenadas que permitiram sua existência, além de calcular o fio da navalha que sua própria existência se encontrou. Significa dizer que, seundo Owen Gingerich, astrônomo da Harvard, que " as leis da natureza favorecem não apenas a complexidade da vida, mas também a mente. Para colocar de forma dramática, implica que a mente está escrita nas leis da natureza de uma maneira fundamental". Um universo desde o início conspirando para surgimento de seres vivos e conscientes (como nós, seres humanos), baseados no carbono.
Parafraseando outro grande físico, Freeman Dyson,"Quanto mais examino o universo e estudo os detalhes de sua arquitetura, mais provas encontro de que o universo sabia que íamos chegar". O mais importante não é o fato de haver essas regularidades na natureza, mas sim que elas são MATEMATICAMENTE precisas, universais e interligadas. Einstein referiu-se a elas como "a razão encarnada".
"Existem equações matemáticas, que parecem meros rabiscos num papel, que nos dizem como universos inteiros se comportam.", comenta John Barrow.
Stephen Hawking: "O que causa maior impressão é a ordem. Quanto mais descobrimos sobre o universo, mais vemos que ele é governado por leis racionais."
Se aceitamos o fato de que há leis, então temos de aceitar que existe alguma coisa que impõe essa regularidade ao universo. Mas o que a impõe?
As leis da física são REAIS, não sao ilusões na mente de um macacão evoluído.
Outro grande físico e cosmólogo da atualidade, Paul Davies diz que é uma "tolice completa" supor-se que as leis da física são leis nossas, não da natureza. Os físicos não podem acreditar que a lei da gravitação de Newton seja uma criação cultural. As leis da física "realmente existem", declara ele, e o trabalho dos cientistas é DESCOBRÍ-LAS, não inventá-las.
Paul Davies chama atenção para o fato de que as leis da natureza por trás dos fenômenos não são descobertas por meio de observação direta, mas reveladas por experiência e teoria matemática. Essas leis são escritas num código cósmico que os cientistas devem decifrar a fim de que seja revelada a mensagem que, segundo ele, é "a mensagem da natureza, a mensagem de Deus — a escolha do termo é sua —, mas não nossa mensagem".
A questão principal, diz Davies, é dividida em três partes:
De onde vêm as leis da física?
Por que temos essas determinadas leis, em vez de um conjunto de outras?
Como explicamos o fato de que temos um conjunto de leis que dão vida a gases sem traços característicos, consciência ou inteligência?
Mais interessante ainda é como matéria inerte obedece a leis matemáticas???
Essas leis, segundo Davies, "parecem quase planejadas — funcionando em perfeita harmonia, como dizem alguns comentaristas — para que a vida e a consciência possam emergir". Ele conclui, dizendo que essa "natureza planejada da existência física é fantástica demais para que eu a aceite como um simples fato. Ela aponta para um significado fundamental e mais profundo da existência". Palavras como "propósito" e "planejamento", ele diz, captam ape*nas de modo imperfeito o porquê do universo. "Mas existe um porquê, disso não tenho a menor dúvida."
Eu acho que é por isso que Paul A. M. Durac, que complementou o trabalho de Heisenberg e Schrödinger com uma terceira formulação da teoria quântica, observou que:
"Deus é um matemático de altíssima categoria, que usou matemática avançada para construir o universo".
Segundo George Gilder, "Todos os sistemas físicos incompatíveis da ciência moderna repousam, em última análise, sobre a lógica matemática. Assim, a descoberta matemática mais importante do século XX fez picadinhos de todo o materialismo ateísta: a inexorável incompletude gödeliana da matemática. Tal como Kurt Godel, Alan Turing, Alonzo Church e Gregory Chaitin provaram que a lógica matemática, seja expressa em termos de algoritmos computacionais, seja em termos de equações diferenciais, se fundamenta, em última análise, em premissas externas a si mesma. Em outras palavras, a fé é importantíssima para a lógica matemática e para a lógica computacional, que são, por sua vez, esquemas conceituais abstratos de nenhuma forma redutíveis ao dogma materialista."
Parafraseando Einstein, "o mais imcomprensivel do universo é que ele é compreensível". Primeiro, por que ele é regido pela matemática, e, segundo, pq somos seres inteligentes e conscientes, atingindo a racionalidade.
Mas, pq o universo se daria ao trabalho de ser compreensível???
Qual sera que era nossa necessidade evolutiva por seleção natural para adquirimos essa estranha capacidade e teimosia de buscarmos a verdade observando o mundo, que se permite ser observado???
Que estranha relação há entre um ser consciente e inteligente capacitado para estudar e refletir em cima de um universo que pode ser entendido?
A verdade é, como lembrou o cosmólogo John Barrow, que "A seleção natural não requer a compreensão de quarks e buracos negros para nossa sobrevivência e multiplicação." (vamos falar de seleção natural enquanto esse deus que explica tudo não morre eheheheh)
Stephen Hawking: "E uma pergunta continua: por que o universo dá-se ao trabalho de existir? Se quiserem, vocês podem definir Deus como a resposta para essa pergunta."
Por que existe alguma coisa ao invés do nada?
Quem, ou o quê, que fato criativo dá fogo às equações????
Allan Sandage abandonou o ateismo pelo "simples desespero de não conseguir responder só com a razão perguntas como ‘por que existe algo ao invés de nada?". "Foi o meu trabalho que me levou à conclusão de que o mundo é muito mais complicado do que pode ser explicado pela ciência. Só através do sobrenatural consigo entender o mistério da existência"
E o que o ateísmo e o materialismo tem a dizer sobre tudo isso????
George Gilder: "Erodindo a coerência de todo o conjunto está o caráter autodestrutivo do materialismo subjacente: uma teoria que nega a significância das teorias e dos teoristas. Refutando prontamente a si mesma está a idéia de que idéias são meros epifenômenos de sistemas físicos (cérebros) que se formam a partir de processos aleatórios."
Eu adoro essa frase de C. S. lewis:
“Se meus processos mentais são determinados completamente pelo movimento dos átomos no meu cérebro, não tenho razão para supor que minhas crenças são verdadeiras [...], e portanto, não tenho razão para supor que meu cérebro é composto de átomos.
Pois é... mesmo que o materismo explicasse, provase, usando a própria ciência natural - quimica, biologia, física, a "existência "da lógica, a "existência" da verdade, essa "prova" da lógica, não a faz ser a lógica como a conhecemos, mas sim uma ILUSÂO, que nos faz pensar logicamente, nos faz nos iludirmos que existe uma verdade, que existe uma lógica.
E, conforme C. S. Lewis disse anteriormente, se a lógica, a verdade auto evidente que nos faz saber que uma coisa é certa, e outra é errada, é TUDO UMA ILUSÃO material no nosso cérebro, então não temos motivos para crer que essa ilusão é verdadeira, pq para aceitarmos essa premissa materialista precisamos pensar logicamente, e, segundo, aceitar como verdade... A asserção de Lewis foi genial, demonstrando que existe uma lógica e uma verdade não material, que se tornou perceptível a nós quando alcançamos a racionalidade.
Ainda assim, se for como alguns materislistas defendem, ninguém estaria "buscando a verdade" acreditando na evolução, em Deus, ninguém estaria certo, ateu ou teísta, nem errado, afinal, seriamos todos nós apenas seres iludidos enganados por nossos cérebros.
Se o materialismo representasse tudo, e conseguisse provar tudo, então, seguindo a lógica esta própria não existe, nem conceitos de belo/feio, certo/errado, nem o próprio método científico em si, pq tudo isso não passa de CRENÇAS que a ciência, e os cientistas, possuem. Mas vejam que incoerencia, pq, para aceitarmos as idéias materialistas, temos que primeiro, pensar logicamente, e segundo, aceitar aquilo como verdade, sem provas.
Enfim, o materialista se apropria de uma visão não materialista, que credita a verdade como auto evidente (não ilusão em nosso cérebro), para nos fazer acreditar que o materialismo é verdadeiro! Que Comédia!
Paul Davies: "A ciência baseia-se na suposição de que o universo é meticulosamente racional e lógico em todos os níveis. Os ateístas alegam que as leis da natureza existem sem nenhuma razão, e que o universo é, em última análise, absurdo. Como cientista, acho difícil aceitar isso. Tem de haver um solo firme e racional onde está enraizada a ordenada e lógica natureza do universo."
"De onde vêem as leis da física? Pergunta o ateu Victor Stenger, "vêem do nada". Uau, o nada, é capaz de criar alguma coisa




Mais engraçado ainda são CIENTISTAS que CRIAM, usando de sua INTELIGÊNCIA, CONSCIÊNCIA, máquinas, como o LHC, ou PROJETAM softwares para "simular a seleção natural" (a "evolução virtual", só assim ela pode ser observada mesmo hauauahua), onde, sempre o conceito precede o concreto, a teoria precede o experimento, (como o algoritmo precedeu o computador, ou a palavra DNA precedeu a carne), e então tagarelam que há cada vez menos espaço para um "deus das lacunas". Ridículo!
Sobre a Lei Moral dentro de mim, parafrasenado Kant, vou pegar apenas pequenos trechos do capítulo 1 de "Cristianismo Puro e Simples", de C. S. Lewis:
"[como ateu] meu argumento contra Deus é de que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha essa idéia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que tenha alguma idéia do que seja uma linha reta. Com o que eu estava comparando esse Universo quando eu o chamei de injusto??"
“No momento em que você diz que um conjunto de idéias morais pode ser melhor do que outro, na verdade você está mensurando ambos de acordo com um PADRÃO, dizendo que um eles conforma-se melhor a esse padrão do que o outro. Contudo, o padrão que mede duas coisas é, de certo modo, diferente de ambas. Você está, de fato, comparando ambos com alguma moralidade real, admitindo que existe uma coisa chamada Certo Real, independentemente daquilo que as pessoas pensam, e de que as idéias de algumas pessoas aproximam-se mais desse Certo do que e outras. Pense da seguinte maneira: Se as suas idéias morais podem ser mais verdadeiras e as doas nazistas menos verdadeiras, então deve haver alguma coisa – alguma moralidade real – para que elas sejam consideradas verdadeiras.”
"Pense em um país onde as pessoas fossem admiradas por fugirem da batalha, ou onde um homem se sentisse orgulhoso por trair todas as pessoas que tivessem sido bondosas para ele. Você também poderia tentar imaginar um país onde dois mais dois fosse igual a cinco."
Há um "moralidade universal", uma moral absoluta, que todos seguem (ateu, cristão, budista). Afinal, em nenhum lugar, em nenhuma cultura, o ódio é algo bom, e o amor, ruim...
“Mas você vai encontrar dentro de você, juntamente com esse dois impulsos [de, por exemplo, ver alguém sendo assaltado, o impulso forte de não se envolver ou o impulso fraco de ajudar] uma terceira coisa que lhe diz que deve seguir o impulso de ajudar e suprimir o impulso de correr. Esta coisa que julga entre dois instintos, que decide qual deve ser encorajado, não pode ser, em si mesma, um deles. Se fosse, também poderia dizer que uma partitura musical, que, em dado momento, diz que você deve tocar uma nota no piano, e não outra nota, é em si mesma uma das notas do piano. A Lei Moral nos diz qual melodia temos de tocar, nossos instintos são meramente as teclas.”
Essa eu acho uma das "máximas" dele...
“Os seres humanos, por toda a terra, possuem esta curiosa idéia de que devem comportar-se de certa maneira, eles realmente não podem se livrar disso. Em segundo lugar, que eles na verdade não se comportam dessa maneira. Eles conhecem a lei da natureza: Eles as descumprem. Esses dois fatos são o fundamento de todo pensamento claro sobre nós mesmos e sobre o Universo no qual vivemos.”
Einstein resumiu nossa "posição" no mundo frente à realidade que observamos:
"Não sou ateísta, e não acho que posso me chamar de panteísta. Estamos na situação de uma criança que entra em uma enorme biblioteca cheia de livros escritos em muitas línguas. A criança sabe que alguém escrevera aqueles livros, mas não sabe como. Não entende os idiomas nos quais eles foram escritos. Suspeita vagamente que os livros estão arranjados em uma or*dem misteriosa, que ela não compreende. Isso, me parece, é a atitude dos seres humanos, até dos mais inteligentes, em relação a Deus. Vemos o universo maravilhosamente arranjado e obedecendo a certas leis, mas compreendemos essas leis apenas vagamente. Nossa mente limitada capta a força misteriosa que move as constelações.
Interessante é o motivo que fez Antony Flew, um dos maiores ateus do século XX, a abandonar o ateismo e se convencer do Divino, no Deus de Aristóteles, como ele mesmo escreve em seu último livro:
"Quanto a minha nova posição a respeito dos clássicos debates filosóficos sobre Deus, o que mais me persuadiu foi o argumento do filósofo inglês David Conway a favor da existência de Deus em seu livro The Recovery of Wisdom: From Here to Antiquity in Quest of Sophia. Conway, além de respeitado filósofo da Middlesex University, sente-se perfeitamente à vontade, tanto no estudo da filosofia clássica, como da moderna.
O Deus cuja existência é defendida por Conway e também por mim é o Deus de Aristóteles. Conway escreve:
Em resumo, Aristóteles atribuiu, ao Ser que ele considerava a explicação do mundo e de sua ampla forma, os seguintes atributos: imutabilidade, imaterialidade, onipotência, onisciência, unicidade ou indivisibilidade, perfeita bondade e auto-existência. Há uma impressionante correlação entre essas características e aquelas tradicionalmente atribuídas a Deus na tradição judaico-cristã. Isso justifica totalmente o fato de vermos Aristóteles como alguém que tinha em mente o mesmo Ser Divino, a causa do mundo que é objeto de adoração nessas duas religiões.
De acordo com Conway, então, o Deus das religiões monoteístas tem os mesmos atributos do Deus de Aristóteles.
Devo salientar que tenho descoberto o Divino de modo puramente natural, sem recorrer a quaisquer fenômenos sobrenaturais. Tem sido o exercício do que, tradicionalmente, é chamado de teologia natural. Não tem nenhuma ligação com qualquer uma das religiões estabelecidas. Eu também não alego ter tido qualquer experiência pessoal a respeito de Deus nem do que pode ser descrito como sobrenatural ou miraculoso. Resumindo, minha descoberta do Divino tem sido uma peregrinação da razão, não da fé."